Avós e netos
Jogos para fazer com os avós, perto ou longe
Os melhores jogos para fazer com os avós são os que atravessam gerações: quente ou frio, adivinhas, adedanha, histórias do álbum de fotos. E quando os netos moram em outra cidade, ou do outro lado do oceano, também há jeitos de manter a brincadeira viva todos os dias.
A lista rápida
Na visita:
- Quente ou frio com um doce escondido, para os netos pequenos.
- Quente ou frio com uma palavra, para os maiores: alguém pensa numa palavra, os outros dão palpites, e a resposta é só a temperatura.
- O que é, o que é?, com as adivinhas que os avós sabem de cor.
- Quem é nesta foto?, com o álbum antigo da família.
- Adivinha o ingrediente, de olhos fechados, na cozinha da avó.
À distância:
- Uma adivinha por dia, em áudio pelo WhatsApp.
- A foto misteriosa: um pedacinho de uma foto, bem de perto, para adivinhar o que é.
- A mesma palavra do dia, cada um no seu telefone, para comparar depois quem precisou de menos palpites.
Abaixo, tudo em detalhe, em forma de carta.
Querida avó, querido avô
Esta carta é para quem tem netos longe. Para quem viu o neto crescer pela tela do telefone, porque ele foi estudar em São Paulo, trabalhar em Lisboa ou morar com os pais em Boston. Para quem conta os dias até as férias e, quando elas chegam, quer aproveitar cada hora.
A primeira coisa a dizer é esta: o que os netos mais lembram dos avós não são os passeios caros. São as brincadeiras pequenas, repetidas a cada visita, que viram tradição da família. O jogo que só se joga na casa da avó. A adivinha que o avô conta todo Natal, e que todo mundo finge não saber.
Para a próxima visita
Comece pelo quente ou frio, que ninguém precisa aprender. Para os pequenos, esconda um doce na sala e guie com a voz: “tá frio… tá morno… tá quente… tá pelando!”. Depois troque: o neto esconde, a avó procura. Os pequenos adoram mandar nos adultos, nem que seja por cinco minutos.
Para os netos maiores, e até para os adolescentes, a mesma brincadeira funciona com uma palavra escondida. Alguém pensa e escreve num papel dobrado, os outros dão palpites, e a resposta é só a temperatura. Pense numa palavra que tenha a cara da família. Com cafuné, uma rodada poderia ser assim (os graus seguem a escala da versão online e são só um exemplo):
- torneira3 °CGelado: nada a ver
- sono45 °CMorno: o que ele traz
- mão58 °CQuentinho: com o que se faz
- cabelo66 °CQuente: onde ele acontece
- colo74 °CQuente: o lugar preferido para receber um
- carinho86 °CEscaldante: é isso mesmo, com outro nome
- cafunéEncontrou!
Quando o neto chegar a carinho, já vai estar sorrindo. E é bem possível que peça um cafuné de verdade logo depois.
Outras brincadeiras de visita, para variar:
O álbum de fotos. Abra o álbum antigo e pergunte: “quem é este?”. O tio de bigode, a mãe criança, o avô no dia do casamento. Cada foto vira uma história.
Adivinha o ingrediente. Na cozinha, de olhos fechados, o neto cheira ou prova e tenta adivinhar: canela, cravo, coco ralado, erva-doce. Depois, a receita da avó se faz a quatro mãos.
Adedanha. Papel, caneta e uma letra sorteada nos dedos. Os avós costumam ganhar nos temas de cidades e de nomes, e perder nos de desenhos animados. As regras estão em adedanha ou Stop.
Para os dias de distância
A visita acaba, e começa a saudade de verdade. Mas a brincadeira não precisa acabar.
Uma adivinha por dia. Mande todo dia, por áudio no WhatsApp, uma adivinha: “o que é, o que é…”. O neto responde quando puder. Depois de uma semana, já é ele quem manda as perguntas.
A foto misteriosa. Tire uma foto bem de perto de alguma coisa da casa, como a toalha de crochê, a casca de uma laranja ou o trinco do portão, e pergunte o que é. Os netos adoram fazer o mesmo de volta, com coisas da cidade onde moram.
A mesma palavra, no mesmo dia. Existe um jogo online feito exatamente como o quente ou frio com palavras: o Warmer Warmer. Todo dia há uma palavra secreta nova, a mesma para todo mundo, e a cada palpite o jogo diz a temperatura, de Gelado a Escaldante. A avó em Recife e o neto em Lisboa procuram a mesma palavra, cada um no seu telefone, por conta própria. Na chamada de domingo, a pergunta já está pronta: “e aí, quantos palpites?”. E ninguém pode contar a palavra para quem ainda não encontrou.
É grátis, funciona no navegador e não pede para criar conta. Se a palavra empacar, o botão “Preciso de ajuda” mostra quem pode ajudar: o grupo de jogadores no Facebook, Warmer Warmer Brasil, e a opção de escrever para a família ou os amigos. Um bom pretexto para mandar mensagem ao neto.
P.S.
As regras completas do quente ou frio com palavras estão no tá quente, tá frio com palavras. Mais brincadeiras da infância dos avós, para ensinar aos netos, estão em brincadeiras de antigamente. E para quem quer um passatempo de palavras só para si, há ideias em jogos para idosos exercitar a mente.
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